Peru – Por que Não?

Sempre que eu avisava a um amigo, amiga ou parente pela primeira vez que ia me mudar pro Peru durante a Copa do Mundo e além, a pergunta que eu mais recebia era: porquê? O que você vai fazer lá? A resposta era…

“Sinceramente? Não sei. Viajar. Trabalhar. Viver…”

A verdade é que sou consultora em temas de segurança cidadã, proteção e desenvolvimento. Os meus últimos trabalhos não precisavam da minha presença física e estou trabalhando na divulgação do meu eBook. Ou seja, eu poderia trabalhar, literalmente, de qualquer lugar, com internet e meu computador. Meu namorado, que decidiu intrepidamente me seguir nessa aventura nômade, é programador. Ele também só precisa de internet e de um computador.

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Eu sou carioca. Definitivamente tijucana. Adoro samba, feijão amigo, farofa, caipirinha, pastel e futebol. Mas, em termos de custo de vida e qualidade de vida, viver no Rio estava complicado para mim, principalmente nessa época de Copa em que tudo está 500% mais caro e a readaptação depois de tanto tempo fora, que é difícil. Outro motivo é que o meu namorado não podia ficar muito mais tempo no Brasil por causa do visto. Ele é britânico e tem tempo limitado no Brasil.

Decidimos, então, mudar por um tempo. Não foi uma decisão traumatizante. Desde que a gente se conheceu já viajamos pro Reino Unido juntos (tudo bem, a gente já se conheceu lá), Maldivas e Brasil. E antes eu já tinha morado nos Estados Unidos e no Panamá.

O problema não era mudar… Era mudar para onde? Existem vários países interessantes na América do Sul e a escolha não foi fácil.

Por um lado, Argentina está em momento de crise, mas a comida é ótima e o custo de vida é baixo. Uruguai é a Suíça da América do Sul e apesar de adorar o Mujica e o Jorge Drexler, não tenho muitos amigos ali ou conheço muito de Montevidéu. Chile tem bom vinho, mas a comida deixa a desejar, principalmente se você é vegetariano como eu. É, pra quem não percebeu, a comida é um critério muito importante pra mim… Cada um com suas prioridades…

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Então decidimos pelo Peru. Ele queria ver Machu Picchu, praticar espanhol e conhecer Lima. Eu já conhecia o país, já falo espanhol, mas adoro a comida.

Eu queria poder dizer que a comida não foi o meu principal critério, mas estaria mentindo. Deslavadamente… Fora as vantagens de ter amigos aqui, adorar o ambiente da cidade e achar Lima um charme.

Agora estamos aqui! Lima é uma cidade enorme e eu ainda não conheço metade. Eu moro em Miraflores que é um bairro super charmoso e perto de tudo. É meio turístico, mas sinceramente pra quem não conhece a cidade e gosta de caminhar é perfeito. A área é bastante segura e uma graça. E, claro, desde o primeiro dia já comecei a fazer um tour gastronômico. Mas isso é história pra outros posts.

Pôr do Sol em Lima

A verdade é que eu estou super confortável, gastando metade (ou menos) do que gastava no Rio e definitivamente 1/5 do que gastava no Reino Unido, com uma qualidade de vida maior. A única grande desvantagem é que durante 8 meses do ano o céu é bem cinza. Mas, sinceramente, esse é o tipo de “desvantagem” com a qual eu posso conviver.

Mais que tudo essa decisão foi mais uma prova de que, no final, a gente vive bem em qualquer lugar se tem o essencial. Não vou entrar no clichê de comer, rezar e amar… Mas, a verdade é que comida ajuda muito… E internet!

Publicado originalmente em Brasileiras pelo Mundo

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